quarta-feira, 21 de abril de 2010

NOTICIAS: Total de endividados cai para 58% em abril

Porcentual de entrevistados com dívidas ou contas em atraso caiu para 24,4% em abril, diz CNC
RIO - Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgada nesta terça-feira, 20, mostrou queda no total de endividados de 63% em março para 58% em abril entre 17.800 consumidores pesquisados em todas as capitais das unidades federativas do Brasil.


A mesma pesquisa mostrou que o porcentual de entrevistados com dívidas ou contas em atraso caiu de 27,3% para 24,4% de março para abril. "Este ano é atípico", disse o chefe da divisão econômica da CNC, Carlos Tadeu de Freitas Gomes. Ele observou que normalmente a inadimplência é maior no início do ano, mas este ano ela está pequena e pode subir no segundo semestre devido à alta esperada da taxa de juros.

Ele comentou que, mesmo com a pressão de alta da Selic, o spread bancário não deve aumentar devido à redução do risco causado pela queda da inadimplência e do endividamento. "Isso pode contribuir para uma alta menor da Selic", afirmou o economista.

Outra pesquisa da CNC divulgada hoje mostrou uma redução de 2,1% no Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em abril em relação a março. Esse indicador é composto de sete outros, entre os quais os destaques de queda foram perspectiva profissional (-4,9%) e momento para aquisição de bens duráveis (-4,9%). Por outro lado, a perspectiva de consumo mostrou uma alta de 0,7% em abril na comparação com março.

O economista da divisão econômica da CNC, Fabio Morand Bentes, observou que a queda da perspectiva profissional deve-se basicamente ao fato de que o Caged mostrou uma interrupção no grande crescimento do emprego nas regiões Norte e Nordeste. "Houve queda ou desaceleração em Estados do Norte e Nordeste, onde a geração de empregos vinha crescendo forte", disse. De acordo com ele, foram essas regiões que responderam pela queda no índice de perspectiva profissional da CNC.

Freitas Gomes destacou que o crescimento nas vendas do varejo pode ser de dois dígitos este ano e, nesse caso, será o maior da história. A principal influência para isso, de acordo com ele, é o crescimento da massa real de salários. Ele observou ainda que o comércio está crescendo acima de sua trajetória de longo prazo e acima do que cresceria se não houvesse a crise econômica internacional. "O máximo que pode acontecer com o comércio este ano é ele voltar para sua trajetória de longo prazo, mas não crescerá abaixo disso", afirmou.

Fonte; Estadão.com.br
http://economia.estadao.com.br/noticias/not_14584.htm

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